Permitir que um qualquer indivíduo, em qualquer fase da sua vida, possa dar continuidade aos seus estudos numa lógica de reconhecimento de competências e valências adquiridas nos mais diversos tipos de contexto ou permitir simplesmente que um qualquer indivíduo mude o seu percurso académico e profissional, são hoje imperativos das instituições de ensino superior. É nesta lógica que a Universidade de Lisboa tem procurado desenvolver estratégias efetivas de aprendizagem ao longo da vida e é nessa mesma lógica que, em abril de 2010, publicado o novo Regulamento Orgânico da Universidade de Lisboa, despacho nº 5972/2010, de 5 de abril, é criado o Núcleo de Formação ao Longo da Vida, uma unidade funcional que as procura concretizar, chamando a população ativa a participar na sua formação e a pensar sobre si à luz de um possível projeto de formação universitária. O delinear de estratégias efetivas de formação ao longo da vida, que assumimos como missão, assentam nos princípios/compromissos acordados na Carta Europeia para a Formação ao Longo da Vida nas Universidades:
No novo contexto universitário, social e político, a Universidade de Lisboa, através do Núcleo de formação ao Longo da Vida, pretende dinamizar as atividades de formação ao longo da vida, através de um conjunto de iniciativas. Entre essas iniciativas, é de referir a maior abertura dos cursos de licenciatura para a frequência como “aluno em regime livre” das disciplinas; o aprofundamento da relação com entidades públicas, designadamente de autarquias, na perspetiva da realização de cursos, seminários e outras atividades de formação ao longo da vida; protocolos com entidades privadas com vista à realização de cursos de formação e atualização profissional; oferta de formação especializada para trabalhadores, nomeadamente desempregados, através de acordos com o IEFP e outras entidades; desenvolvimento de iniciativas de caráter cultural e de divulgação científica, bem como atividades de formação abertas à formação em geral. |